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"BBB5"
 Ao ler Esther Hamburger, antropóloga e professora da ECA-USP, remeto-me à imagem  acima. Tão tranqüila! embora  neste  palco, desejos tivessem sido intensamente desejados e  sonhos perturbadoramente sonhados.
Professor Jean, o grande articulador que com maestria empunhava a bandeira da cultura, fez por merecer o prêmio que possibilitará a realização de uma Casa Cultural.
Torci por este desfecho. Penso que professores que lidam no cotodiano educacional tiveram este mesmo impulso. Louvemo-nos através de um representante culto e sensível.
 
No link abaixo entrevista concedida pelo Jean à Folha de SP e artigo da profa Esther.
 

AQUI MAIS BBB5

 


Escrito por b a às 12h11
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Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo.
Teadoro, Teodora.
Manuel Bandeira
Em homenagem aos ensinamentos das queridas pessoas  
Re, Vera, Angela, Tília e Mi
que pacientemente têm contribuído para meu crescimento neste mundo virtual.
 
 



 
 



Escrito por b a às 16h57
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PENSAMENTO LINKADO

Quando me coloco junto ao altar - mesa do computador - estou potencialmente apta a interagir com milhares de páginas e é inevitável que me linke mentalmente com várias pessoas. Será sobre  as possíveis conseqüências deste fenômeno que explorarei  neste alterar/publicar que a UOL nos concede. 

Ocorreu-me durante uma crise de enxaqueca algo inusitado. Retirar-me para um quarto escuro, silencioso e inodoro é uma tática que ameniza os sintomas. Neste último ataque não foi possível a desconexão com o mundo virtual. Páginas e mais páginas luminosas, flashs alucinados eram "descarregados" em minha mente e eu não conseguia controlá-los. A dor foi mais intensa e durou mais do que as anteriores.

Passado o desconforto cá estou eu, de novo, diante do altar técno reverenciando a deusa informática. À sua esquerda, nesta mesma página, as pessoas com quem estou linkada. Acompanho seus movimentos mentais, seus espirais espirituais, sua evolução e contemplação. Visito-as diariamente em busca de subsídios para me inteirar de sua transformação e da transformação que promovem ao seu redor. Em alguns momentos estamos em consonância em outros absolutamente distanciadas.

tecitura [neologismo], na qual  nossas vidas são trançadas, é notória. Ela sempre esteve presente nas relações humanas mas hoje  estamos muito mais próximos uns dos outros como nunca antes acontecera. Mediante apenas  um leve toque digital e ... estamos conectados. 

Qual o propósito ideológico de quem nos domina  instrumentalizando-nos com esta tecnologia?

Linkemos nossos pensamentos para a reflexão : o que pretendem eles, os dominantes? o que desejamos nós?

 

Aqui ARTE LINKADA   clic nos três Middle

 http://www.artistas.artenaif.com/index.htm

 



Escrito por b a às 17h35
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JORNAL DE POESIA

http://www.secrel.com.br/jpoesia/poesia.html

 

 Língua Mater



Categoria: Link
Escrito por b a às 18h31
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VERA             ISA              LOU                RE

Desfez-se no cosmos meu texto sobre a história da Mulher e, principalmente, nosso debate sobre. Tão interessante estava! Eu, impulsivamente, manobrei errado. Sorry!

UM TOUR PELO LOUVRE

 



Escrito por b a às 09h51
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Olho Mágico

http://www.hejda.cz/webcams.htm

Visite as várias partes do globo.



Categoria: Link
Escrito por b a às 16h55
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A vida humana segundo a razão

Giovanni Sartori *

Fé e razão. Há problemas que dizem respeito à fé, e problemas que dizem respeito à razão. A existência de Deus é um assunto que diz respeito à fé. Se os aviões voam porque são suspensos pelos anjos é um problema ligado à razão. O importante é que os dois campos se respeitem e que não se confundam um com o outro. Mas no debate ora em curso, sobre o direito à vida e o embrião, esta confusão é evidente.
Para começar, vida não é a mesma coisa que vida humana. Até as moscas, os piolhos e os mosquitos são pequenos seres vivos, são vida.
Mas confesso que os mato com sa
tisfação. Os animais e os peixes que como também eram antes seres vivos. E mesmo assim confesso que eu os como sem sentir que estou cometendo um pecado. Mas a vida humana, ao contrário, é inviolável. Por quê? Qual é a diferença?
A questão é esta, mas a Igreja do Papa Wojtyla foge dela. A cruzada da Igreja é a! favor da 'vida nascente'. Aquela das plantas também? E a dos tavãos (espécie de mosca), também? É lógico que não. E por que não? Pergunto novamente: qual é a diferença entre uma vida qualquer e a vida humana? Outrora a resposta era a alma, pois é a alma que determina a existência do homem. Mas hoje a alma é esquecida, a Igreja quase não fala mais sobre ela. A omissão é
espantosa. Mas é assim.
Quando se trata de dizer exatamente quando dispara a faísca da
vida nos primatas, e especificamente no homem (vamos deixar de lado todas as outras formas de vida, para sermos breves), a resposta já é certa: começa no momento da fecundação, do encontro do espermatozóide masculino com o gama feminino. No entanto, normalmente (a pergunta não é inescapável), essa fecundação é já, naquele momento, vida humana? A fé, se assim vem imposta a sua autoridade, pode responder que sim. Mas a razão, vejamos, deve responder que não. Quando à ciência, a pergunta sobre quando 'um embrião se transforma em
uma pessoa e goza dos direitos de uma pessoa... é uma pergunta ! que parte da biologia e da ciência em geral'. Exatamente isto.
Vamos abordar a razão, o argumento racional. Dentro deste con
texto, a justificativa é que a vida
humana é diferente da vida animal porque o homem é um ser capaz de refletir sobre si próprio, e portanto, dotado de auto-consciência.
O animal não sabe que deve morrer; o homem sabe. O animal sofre fisicamente porque tem siste
ma nervoso, mas o homem também sofre psicologicamente e espiritualmente. Digamos, então, que a vida humana começa a ser diferente, radicalmente diferente daquela de qualquer outro animal
superior quando começa a 'dar-se conta'. Com certeza não quando ainda está no útero da mãe.
Papa Wojtyla garante que 'a ciência já demonstrou que o embrião é um indivíduo humano' e,
como tal, não pode ser morto.
Mas isto não procede. Na sua argumentação, a ciência é submetida às regras da lógica. E para a lógica eu mato exatamente aquilo que estou matando. Não posso abater, assassinar, um futuro, algo que ainda não existe. Se mato uma larva não estou matando uma rã. Se bebo um ovo de galinha não estou abatendo uma galinha. Se como uma porção de caviar não estou comendo cem esturjões. Portanto, a afirmação (a terceira do referendo que votaremos) de que os direitos do embrião são equivalentes àqueles das pessoas já nascidas é, de
acordo com a lógica, um absurdo.
O católico que segue os preceitos de Tertúlio (credo quia absur
dum, acredito nisso justamente porque é um absurdo) tem toda a liberdade para subscrever este absurdo. Mas a Igreja de Santo Agostinho e de São Tomás, e também todas as pessoas que raciocinam, deveriam desejar que as células tronco dos embriões humanos sejam utilizadas pela pesquisa científica para curar os vivos, os que já nasceram. E também deveriam desejar a sobrevivência da lógica.

Cientista político e escritor italiano. Artigo publicado 02/03/05 no jornal Corriere della Sera. A Itália fará um plebiscito sobre o uso de embriões em alguns meses.



Escrito por b a às 20h11
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